Alma Negrot: Evocation
Human, Performance, beauty and costumes Alma Negrot | São Paulo, Brazil
[ EN ]Drag art is a ritual that manifests through the body. The manufactured body establishes itself as a sacred space, while the image becomes a portal to new ways of existing, new desires, and new powers — all infinite.Evocation begins with the recognition of the power that already inhabits the body. By accessing this inner light, the persona affirms its autonomy and claims the right to exist in fullness. The marks imposed throughout the growth of queer people — that we are incapable, inadequate, immoral, or dirty — are replaced by a reclamation of the self through experimentation.“If I can be the best student, a good daughter, a good son, I can be a goddess, a lightning bolt, a monster.”
Through unusual materials sewn together — fabrics, plastic, stones, and threads — the body becomes a vehicle of consciousness, and performance becomes an instrument of liberation.[ PT ]A arte drag é um ritual que se manifesta através do corpo. O corpo fabricado se estabelece como um espaço sagrado, enquanto a imagem se torna um portal para novas formas de existir, novos desejos e novos poderes - todos infinitos.A evocação começa com o reconhecimento da força que já habita o corpo. Ao acessar essa luz interior, a persona afirma sua autonomia e reivindica o direito de existir em plenitude. As marcas impostas durante o crescimento de pessoas queer - de que somos incapazes, inadequadas, imorais ou sujas - são substituídas pela retomada de si através da experimentação.“Se eu posso ser a melhor aluna, uma boa filha, um bom filho, posso ser uma deusa, um raio, um monstro.”
Por meio de materiais incomuns costurados entre si - tecidos, plástico, pedras e fios, o corpo torna-se um veículo de consciência, e a performance, um instrumento de libertação.“Se eu posso ser a melhor aluna, uma boa filha, um bom filho, posso ser uma deusa, um raio, um monstro.”A moda se torna uma armadura para a guerra.Essa prática não termina no indivíduo. Cada presença que se afirma abre caminho para outras. Singularidades se unem e fortalecem um campo comum, onde a diversidade sustenta a coletividade. Como um bando, o movimento coletivo amplifica a força de cada ser.Alma Negrot traz sua drag como um rito luciferiano de despertar: uma celebração da luz interior e da potência que emerge quando evocamos aquilo que sempre esteve dentro de nós.Credits
Story: Raphael Jacques @almanegrotEdited for Publication: Levi Rodriguez @itslikethejeans Human, Performance, beauty and costumes: Alma Negrot @almanegrotPhoto: Carlos Sales @carlossalesPortuguese translation: Miguel Silva @migueelvsilva